terça-feira, 7 de agosto de 2007

O Futuro das Crianças

1. As crianças de hoje – que tipo de homens serão amanhã?

Como será o homem de amanhã?

Antes de olhar para o futuro e fazer conjecturas sobre como serão e como viverão os homens das próximas décadas, deveríamos olhar para o agora, e verificar como são e como vivem as crianças de hoje.

Hoje, infelizmente, está difícil olhar para as crianças e observar a inocência, a pureza, a ingenuidade, a beleza, o sorriso, as brincadeiras, as cantigas, a felicidade na escola, no lar e a própria esperança.

Hoje, milhões de crianças desamparadas nos colocam diante de um monstruoso quadro de dor, de lágrimas, de tristeza, de fome, de exploração, de abandono, de engano, de frustração, de miséria, de abuso sexual, de droga, de promiscuidade, de delinquência, de crime, de analfabetismo, de violência, de suicídio, de morte e de desesperança. Crianças perdidas!

Outras, embora de condição social bem elevada, são mantidas o dia todo fora de casa, em colégios e em aulas de música, de ginástica, de inglês, de judô, etc. Quando estão na rua, estão dentro de um automóvel e, quando em casa, estão diante de um computador.

Outras ainda, que raramente vêem seus pais pois ambos trabalham fora, passam a maior parte do tempo diante da televisão e se alimentam de espetáculos de violência, de intrigas, de cenas sexuais.

Diante deste quadro, perguntamos: “O que virá a ser, pois, este menino?” (Lucas 1:66).

Existem milhões de crianças sem Cristo. O que acontecerá amanhã com o menino de rua? Com o menino da vila? Com aquele que vive em condomínio fechado? Com aqueles cujos pais se separaram? Com o menino do asilo? Com o menino que está na Febem? Com as crianças que são deficientes? O que acontecerá com as crianças de países em conflito, cujas famílias desapareceram, e que estão em campos de refugiados ou procurando algo para comer no lixo? Ou com as crianças que estão sendo aliciadas para o tráfico de drogas e para a prostituição?

Que tipo de homens e mulheres serão estas crianças amanhã?

2. Os homens de hoje – como foram no tempo da infância?

Lionel Hunt, num livro publicado pela Moody Press, registrou uma pesquisa que demonstra de uma forma inequívoca, qual a melhor idade para a evangelização e a conversão:

Antes dos 4 anos - 1 %

Dos 4 aos 14 anos - 85 %

Dos 14 aos 30 anos - 10 %

Após 30 anos - 4 %

O fato é que as crianças são importantes para Deus. Elas têm uma alma imortal e uma vida inteira pela frente. Elas ouvem e atendem á mensagem do Evangelho mais prontamente do que qualquer outro grupo de pessoas.

Georg W. Truet, ao entrevistar 1.200 crentes, constatou que 96 % deles recebeu a Cristo antes dos 21 anos.

A Divisão de Pesquisa de Educação Cristã de uma grande editora evangélica entrevistou 1.417 professores de 116 igrejas e constatou que a grande maioria das decisões por Cristo ocorrem nas classes de crianças.

O fato é que se uma pessoa não receber a Cristo quando criança, dificilmente o fará na idade adulta.

Considerando que os crentes são a luz do mundo e o sal da terra, uma bênção para toda a sociedade, e que pelo menos 85 % deles se tornaram crentes antes dos 15 anos de idade, chegaremos a conclusão de que, se quisermos ter um mundo melhor amanhã, devemos evangelizar com mais intensidade e sabedoria as crianças de hoje.

Os homens incrédulos de hoje, em sua grande maioria, não ouviram falar de Cristo em sua infância.

Se olharmos para homens como Hitler, que levou à morte mais de 55 milhões de pessoas na Europa, Stalin, que levou à morte 30 milhões de pessoas na Rússia e Mao Tse-Tung, que levou 25 milhões de pessoas à morte na China e compararmos com Billy Grahan, por intermédio de quem milhões, em todo o mundo vieram a conhecer a salvação em Cristo, muito nos alegrará saber que a diferença é que Billy Graham, o maior evangelista de todos os tempos, recebeu a Cristo com seu Salvador quando ainda era bem criança.

A história teria sido muito diferente se Hitler, Stalin ou MaoTse-Tung tivessem sido levados a ter uma relação pessoal com Jesus Cristo na infância.

3. Evangelize hoje o homem de amanhã

Muitos líderes evangélicos têm afirmado que o evangelismo de crianças é frutífero:

D. L. Moody disse: “Eu creio que, se as crianças têm idade suficiente para vir à Escola Dominical, elas têm idade suficiente para vir ao Calvário. Vamos abrir nossas mentes e que Deus nos ajude a ganhar as crianças para Cristo.”

C. H. Spurgeon afirmou: “Geralmente tenho encontrado um conhecimento mais claro do Evangelho e um amor mais fervoroso a Cristo na criança convertida do que no adulto convertido. Elas não precisam abandonar a incredulidade e as noções erradas que impedem tantos de aceitar o Evangelho”. E ainda acrescentou: “Uma criança de cinco anos, devidamente instruída, pode verdadeiramente crer e ser regenerada tanto quanto um adulto.”

Pr. Arthur Gonçalves escreveu: “As maiores vítimas dos males da nossa sociedade estão sendo as crianças. É das crianças que vêm os mais angustiantes apelos. Para construirmos um mundo melhor, concentremos nossos esforços nas crianças. Para expandirmos o reino de Deus, demos prioridade à evangelização das crianças.”

Durante o 2º Congresso Nacional da APEC da Argentina, realizado em 1999, o Pr. Samuel Libert, um dos oradores, assim se expressou: “As crianças são as mensagens viventes que mandaremos para uma época futuro, na qual não estaremos.”

Que tipo de mensagens enviaremos para as décadas futuras?

Será que as crianças que alcançamos hoje para Cristo serão os homens que amanhã anunciarão o precioso Evangelho às futuras gerações?

Que mensagens vivas estamos enviando? Serão mensagens de ódio ou de amor? Da mentira ou da verdade? De pecado ou de santidade?

Evangelizemos já, o homem de amanhã!

4. Abrindo portas para a evangelização das crianças

Abra primeiro a porta do seu próprio coração. Por que seu coração é fechado para o ministério entre as crianças? Por que toda esta resistência à evangelização dos pequeninos? Por que toda esta indiferença quanto a maneira de influenciar uma criança, especialmente com a memorização das Escrituras?

Vamos abrir um espaço em nossa vida para alcançar as crianças para Cristo, sem barreiras e sem oposição.

Abra depois a porta de sua própria casa. Por que não abrir a porta do seu lar para que as crianças da sua vizinhança possam vir a ser instruídas pela Palavra de Deus?

Por que não abrir a porta do seu lar para a realização de um Clube Bíblico, uma Classe de Cinco Dias na época das férias? Ou uma Classe de Boas Novas, este ministério que tem um programa dinâmico que inclui cânticos, memorização de versículos, brincadeiras, história missionária e lição bíblicas, dando oportunidade para que as crianças recebam a Cristo e tenham o crescimento espiritual?

Abra também a porta de sua igreja. Por que não investir mais no treinamento dos professores e líderes do Departamento Infantil? No melhor material didático Na realização de múltiplos ministérios como EBFs, Campanhas, Encontros, etc.

Uma igreja de portas abertas para as crianças certamente irá crescer!

5. Depende de quem?

O menino, no alto do morro, numa das favelas do rio de Janeiro, ouviu a pergunta:

- O que você vai ser quando crescer?

A resposta foi dada com toda a tranquilidade:

- Bandido... ou missionário...

- O quê?! – exclamou admirado o adulto.

- Depende de quem me ganhar primeiro – completou rapidamente o garoto.

Realmente, depende de quem ganhá-lo primeiro!

É urgente e prioritário alcançar as crianças com a mensagem do Evangelho. Não há tempo a perder. Se negligenciarmos a evangelização das crianças, uma geração inteira se perderá. Depende de cada um de nós.

Alcancemos as crianças com a Palavra de Deus. Evangelizemos hoje o homem de amanhã! Lembremos das palavras do Senhor Jesus Cristo: “Assim, pois, não é da vontade de vosso Pai celeste que um só destes pequeninos se perca.” (Mateus 18:14)

Vamos abrir a porta dos nossos corações. Vamos abrir a porta das nossas casas. Vamos abrir a porta das nossas igrejas. Vamos juntos ABRIR A PORTA ÀS CRIANÇAS.

O futuro de nossas cidades está nas mãos das crianças, mas o futuro destas crianças está nas nossas mãos.

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