segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Violência e a Criança

Crianças Vítimas de Agressão


A violência contra a criança é algo terrível que acontece na vizinhança, no Brasil e no mundo todo. O que significa esta agressão? Como entender as razões para isto? É tempo de refletir sobre este assunto.

Esta agressão contra as crianças tem várias faces: física, moral, psicológica, social, econômica, e também espiritual. Esta agressão, ao contrário do que muitos dizem, não atinge apenas as classes mais baixas da sociedade, pelo contrário, ela está presente em todas as camadas sociais.

Tipos de agressão

O tema da agressão contra as crianças não é novo. Ao longo de toda a história da humanidade o que se observa é o desrespeito para com as crianças, a falta de valorização e o fato das crianças serem vítimas:

  • De agressões corporais severas.

  • De exploração de sua mão de obra barata em trabalhos forçados.

  • De abusos sexuais (violação, incesto, sodomia, conduta libidinosa ou lasciva, a qual inclui maneiras erradas de falar ou tocar).

  • De abusos verbais (gritar excessivamente, censurar severamente, ridicularizar e atacar verbal e intencionalmente a criança).

Infância Bendita – Criança Maldita

Há uma tendência de se olhar para a infância de uma maneira “romântica”, cheia de poesia. Quem não se lembra dos versos: “Oh! Que saudades que eu tenho, da aurora da minha vida, da minha infância querida, que os anos não trazem mais...”

A infância, que é explorada pela mídia em seus comerciais, também é muito “bonitinha”, alegre, legal e divertida. Mas, e a criança individualmente. Será que ao chegar a fase adulta tem mesmo saudades ou gostaria de nunca ter vivido naquele ambiente de horror?

Uma criança no inferno

A Editora Prestígio Editorial publicou em 2006 o livro “Uma criança no Inferno – quando a violência está onde não deveria” de Dave Pelzer. Este livro é o relato de um dos casos mais graves de violência contra uma criança. É a história de Dave Pelzer, brutalmente espancado e maltratado por sua mãe, emocionalmente desequilibrada e alcoólatra, que inventava jogos torturantes que quase mataram seu filho. Dave teve de aprender a lidar com isso para sobreviver, pois, para sua mãe, ele deixara de ser um menino e passara a ser um “nada”. Dave não tinha ninguém a quem recorrer, mas seus sonhos de que alguém o amaria como filho mantiveram-no vivo.

Este livro precisa ser lido urgentemente, pois os casos de maus tratos contra a criança no Brasil são assustadores. A maioria dos pais que abusam dos seus filhos têm em comum o fato de também terem sido molestados e agredidos pelos seus pais. A violência contra a criança nos lares é muito grande. Os que estão próximos reagem ficando em silêncio e não denunciam a agressão.

O complô do silêncio

O Dr. Jefferson Drezett, médico do Hospital Pérola Byngton, em São Paulo, ao falar no VII Encontro Anual da Rede Nossas Crianças, da Fundação Abrinq, disse que o Hospital atende em média, por dia, de 10 a 12 pessoas, totalizando por volta de 12 mil em um ano.

Em sua maioria são crianças, às vezes bebes, adolescentes e jovens que sofrem violências dentro de suas próprias casas, como afogamento, espancamento, envenenamento, encarceramento, queimadura e abuso sexual praticadas por pessoas do núcleo familiar ou muito próximas a ele, como pais, padrastos, tios e companheiros.

As estatísticas apontam para cerca de 12 milhões de crianças, adolescentes e adultas, na sua grande maioria mulheres, que são vítimas de abusos por ano, no mundo. Só no Estado de São Paulo, são registrados anualmente 42 mil estupros.

A maioria dos casos não ocorre sob imposição de força bruta, mas mediante coerção ou grave ameaça. As conseqüências são dolorosas, tanto do ponto de vista dos traumatismos físicos, como das ocorrências de doenças sexualmente transmissíveis, como dos traumas psicológicos decorrentes dos traumas sofridos.

Lamentavelmente, mesmo sabendo e notando que uma criança está sofrendo, as pessoas ao redor permanecem em total silêncio e não denunciam a agressão. Este é um grave problema.

Se deixarmos de fazer o que precisamos para proteger a criança e o adolescente, que diferença teremos daqueles que as violentam?” (Jefferson Drezett).

A tragédia da violência

Segundo o Ministério da Saúde, a violência é a segunda principal causa de mortalidade no Brasil. Quando em todo o mundo se comemora, no dia 04 de junho, o Dia Internacional das Crianças Vítimas de Agressão os dados a seguir são desafiadores e refletem a situação sócio-econômica com o alto índice de desemprego e a má distribuição de renda:

  • Pobreza – Mais de um bilhão de pessoas no mundo vivem com menos de um dólar por dia. Outros 2.7 bilhões lutam para sobreviver com menos de dois dólares por dia.

  • Doença – Todos os anos, 11 milhões de crianças, a maioria com menos de cinco anos morrem devido a doenças como a malária, a diarréia e a pneumonia. Todos os dias a AIDS mata 6 mil pessoas e infecta outras 8.200. A cada 30 segundos, uma criança africana morre por causa da malária, o que significa mais de 1 milhão de crianças mortas por ano.

  • Fome – Mais de 800 milhões de pessoas vão se deitar todas as noites com fome; dentre elas, 300 milhões são crianças. Todos os anos, 6 milhões de crianças morrem de má nutrição. A cada 3,6 segundos, uma pessoa morre de fome; em sua grande maioria crianças com menos de cinco anos.

  • Água – Mais de 2.6 bilhões de pessoas, o que representa 40% da população mundial, carecem de saneamento básico e mais de 1 bilhão usa fontes de água impróprias para o consumo. Quatro em cada dez pessoas no mundo carecem de acesso a uma simples latrina.

  • Trabalho infantil – Cerca de 2.2 milhões de crianças brasileiras, entre 5 e 14 anos de idade trabalha no setor agrícola. Na Ásia, a situação é grave, pois 61% das crianças trabalham. Na África, em cada cinco crianças, duas trabalham.

  • Estatística Cruel – Dados da Sociedade Internacional de Prevenção ao Abuso e Negligência na Infância apontam que 12% das 55.6 milhões de crianças brasileiras menores de 14 anos são vítimas, anualmente, de alguma forma de violência. Por ano, são 6.6 milhões de crianças agredidas, o que corresponde à média de 18 mil crianças atacadas por dia, 750 por hora ou 12 crianças agredidas por minuto. Enquanto você está lendo este artigo há muitas crianças sendo agredidas, talvez até bem pertinho de você.

O que fazer?

Fale a favor daqueles que não podem se defender. Proteja os direitos de todos os desamparados. Fale por eles e seja um juiz justo. Proteja os direitos dos pobres e dos necessitados” (Provérbios 31:8,9),

A reflexão sobre a violência contra a criança e o adolescente que se encaixa, basicamente, em quatro categorias: abusos físicos, abusos sexuais, abusos psicológicos e negligências, exigem que se leve a sério e que se obedeça ao conselho que está registrado no texto bíblico acima.

As crianças estão indefesas, desamparadas e necessitadas. É urgente falar a favor delas. Proteger os seus direitos. Zelar pelas crianças não é uma tarefa exclusiva dos pais, mas também dos parentes, da comunidade, dos profissionais de saúde, dos líderes eclesiásticos, dos educadores, dos governantes, enfim, da sociedade como um todo.

Para dar suporte ao pleno desenvolvimento da criança e estimular as políticas de proteção ao menor, a Organização das Nações Unidas (ONU), divulgou em 1959 a Declaração dos Direitos da Criança, que tem sido referendada por muitos países, inclusive pelo Brasil, a saber:

Você conhece quais são estes direitos?

Declaração dos direitos da Criança

  1. As crianças devem ser protegidas, para se desenvolverem num lugar onde tenham liberdade e respeito.

  2. Toda criança tem o direito de ter um nome e de pertencer a um país.

  3. Toda criança tem direito a uma boa alimentação, moradia, diversão e assistência médica.

  4. As crianças com problemas físicos, mentais ou sociais devem receber cuidados especiais.

  5. As crianças precisam de amor e compreensão. Por isso devem ficar com os pais ou num lugar em que recebam carinho e segurança. A sociedade ou autoridade pública tem o dever de ajudar as crianças sem família e as famílias pobres.

  6. Toda criança tem o direito de receber educação, que deverá ser gratuita e obrigatória. Na escola, as oportunidades devem ser iguais para todas. As crianças devem ter todas as oportunidades de brincar, se divertir e ser importantes para a sociedade.

  7. As crianças devem ser os primeiros a receber socorros.

  8. As crianças devem ser protegidas contra o abandono, a crueldade e a exploração. Não se deve em caso algum permitir que elas tenham uma ocupação que prejudique sua saúde ou seu desenvolvimento físico, mental ou moral.

  9. Nenhuma criança pode ser menosprezada por sua raça, cor, religião, etc.

  10. A Criança deve ser educada em ambiente de compreensão, amizade e paz, para que
    ofereça sua energia e seu talento a serviço de seus semelhantes.


Como tudo seria diferente se esses direitos fossem respeitados e cumpridos pelos pais, responsáveis, autoridades públicas e, enfim, por todos os responsáveis pela formação da criança. A violência e as agressões não existiriam e muito menos seriam classificadas por categorias.

A situação das crianças em nossa pátria nos sensibiliza. Que fazer? Como ajudar? A solução estaria nas resoluções políticas? Na boa vontade da sociedade? O fato que precisamos encarar com seriedade é que todas as injustiças, avarezas, loucuras, demandas, adultérios, corrupções, enganos, homicídios, etc., procedem de dentro do homem. Veja com atenção as palavras de Jesus em Marcos 7:21-23.

O Problema do Pecado

Sociedades corrompidas e apodrecidas já floresceram e desapareceram, como as da época de Noé, de Ló, do império grego, romano, etc. A sociedade de nossos dias, infelizmente, se tornou tão degradante como a daquelas e as injustiças sociais são tantas, que é impossível não reconhecê-las.

Numa época como esta é necessário reconhecer também a gritante necessidade espiritual dos homens, inclusive das crianças e dos adolescentes.

Se a criança tiver bons pais, boa cama, boa alimentação, boa escola, e tudo estiver bem, ainda assim será infeliz e com um vazio dentro de si. Realização completa e vida real, sem medo, com amor e com esperança, só são possíveis através de Jesus Cristo. Vida eterna e abundante, com plena satisfação, só em Cristo!

Temos de ganhar as crianças para Jesus Cristo o quanto antes e dar-lhes condições de crescerem na graça e no conhecimento do Salvador.

O problema do pecado só pode ser resolvido pela eficácia que há no sangue do Cordeiro. Anunciemos o evangelho às crianças: “Cristo morreu pelos nossos pecados, como está escrito nas Escrituras Sagradas; ele foi sepultado e, no terceiro dia. foi ressuscitado, como está escrito nas Escrituras” (1 Coríntios 15:3 e 4). Alcancemos as crianças com a genuína Palavra de Deus.

O Evangelho = Boas Novas da Salvação

Em vários períodos da história, quando a imoralidade, a desgraça, os vícios e a corrupção campeavam assustadoramente, foi a pregação do Evangelho que trouxe alento e varreu as sujeiras morais e as violências, levantando até mesmo a situação econômica da população.

Precisamos, mais do que nunca, sair às ruas e anunciar o evangelho de Cristo a todas as camadas da sociedade. Temos que alcançar todas as crianças da classe alta, média e baixa, indistintamente.

Precisamos encontrar estratégias para um trabalho abrangente com as crianças, conhecendo-as na sua totalidade, bem como na sua realidade e ajudando-as a se tornarem filhos de Deus e também a atingirem o máximo de suas potencialidades, sendo uma bênção para a glória de Deus.

Precisamos aproveitar as oportunidades e participar também em toda e qualquer atividade que possa trazer melhoria à condição das crianças e adolescentes de nossas cidades.

Município por município deste imenso Brasil

Ah! Se em cada município brasileiro estivesse em ação o Conselho Tutelar e neste Conselho homens e mulheres que conhecem o Senhor e o Salvador Jesus!

Ah! Se em cada município os cidadãos do reino de Deus se levantassem em favor das crianças, levantando a sua voz para defendê-las, atendendo ao sábio conselho: “Abre a boca a favor do mudo, pelo direito de todos os que se acham desamparados. Abre a boca, julga retamente e faze justiça aos pobres e aos necessitados” (Provérbios 31:8,9).

Ah! Se em cada município os crentes em Cristo saíssem das quatro paredes de suas igrejas à procura das crianças perdidas, sejam ricas, sejam pobres, pois, como disse Jesus: “não é da vontade do Pai Celestial que pereça um só destes pequeninos” (Mateus 18:14).

Num município marcado pela violência “como são bonitos os pés daqueles que pregam o Evangelho da paz com Deus, e trazem notícias alegres de coisas boas. Em outras palavras, como são bem-vindos aqueles que vêm pregando a Boa Nova de Deus!” (Romanos 10:15 – Bíblia Viva).

Ganhando as crianças do próprio município para Cristo

Você pode organizar em sua cidade ou no seu bairro:

  1. Núcleos de Oração pelas crianças.

  2. Grupos para distribuição de folhetos às crianças.

  3. Turmas da Bíblia, evangelizando e discipulando as crianças através de Cursos por Correspondência.

  4. Equipe para realizar festas de aniversário com programas evangelísticos.

  5. Equipe para realizar Clubes Bíblicos em lares cristãos alcançando as crianças da vizinhança destes lares. A APEC chama estes Clubes de Classes de Boas Novas. Um programa com uma hora de duração num dos dias da semana.

  6. Equipe para alcançar as crianças nas ruas, nas favelas, nos condomínios e prédios fechados, nas creches, nas escolas, nos hospitais, etc.

  7. Equipe para realizar Ministérios nas Igrejas: (a) EBF – Escola Bíblica de Férias; (b) Campanha Evangelística; (c) Reuniões Dominicais; etc.


É hora de sair do comodismo e do conforto, descruzar os braços, arregaçar as mangas da camisa, e movidos de amor ao Senhor Jesus, sair com alegria e entusiasmo ao encontro das crianças.

“Amas-me?” É a pergunta de Jesus.

“Sim, Senhor, tu sabes que te amo”. É a resposta do discípulo.

“Apascenta os meus cordeiros”. É a ordem de Jesus!

Mutirão para levar as Boas Novas da Salvação às Crianças

Aliança Pró Evangelização das Crianças é uma organização missionária internacional que se dedica a anunciar o evangelho a criança sem distinção de raça, cor e condição social. A visão da APEC é evangelizar crianças, discipulá-las e integrá-las numa igreja reconhecidamente evangélica.

Una-se a APEC em favor das crianças de seu município. Preencha o formulário abaixo e envie-o para APEC – Setor de Desenvolvimento. Caixa Postal 20244. São Paulo – SP - CEP 04035-990. Endereço eletrônico: desenvolvimento@apec.com.br.

Eu, _________________________________________________________________________,


( ) creio que toda criança do meu município precisa ter os seus direitos respeitados e defendidos e precisa da minha voz e da minha ação a seu favor.


( ) creio que, mais do que qualquer outra coisa, toda criança do meu município precisa conhecer a mensagem do evangelho, quem é o Senhor Jesus Cristo, o que Ele fez e recebê-lO como seu Salvador Pessoal.


( ) comprometo-me, portanto, a:

( ) Orar pelas crianças

( ) Comunicar o evangelho às crianças

( ) Discipular as crianças

( ) Levar as crianças a memorizarem versículos

( ) Envolver as crianças no serviço de Deus

( ) Integrar as crianças na Igreja

( ) Levar a criança a depender, em tudo, do Senhor


( ) preciso de maiores informações sobre:

( ) Participação no Conselho Tutelar

( ) Organização de Núcleos de Oração em favor das crianças

( ) Organização de Turmas da Bíblia

( ) Organização de Classes de Boas Novas nos lares

( ) Ensino da Bíblia nas Escolas

( ) _______________________________________________________________________


Endereço: __________________________________________________________________________


Município: ______________________________________________________________Estado: _____


E-mail: _________________________________Data do Nascimento: _____________ Sexo: _______


Igreja a qual pertence: ________________________________________________________________















Nenhum comentário: