terça-feira, 3 de março de 2009

GUINÉ-BISSSAU

Como sei do seu amor pela África e de seu interesse na realização da Operação Guiné-Bissau neste ano de 2009, dentro do Projeto da APEC do Brasil – “Crianças da África Portuguesa para Cristo”, estou compartilhando alguns assuntos pedindo o seu apoio com as orações.

Os Kobianas

O Pr. Júlio Melo, (Coordenador dos projetos transculturais da AMIDE) se encontra em Guiné-Bissau, e escreveu. “Conversei com Paulo, nosso missionário que tem trabalhado um ano com os kobianas. Ouvi seu testemunho como Deus tem abençoado a obra e muitos têm aceitado a Jesus.
Várias vezes os crentes são levados às balobas dos irans e surrados por causa da sua fé, com a tentativa de infundir-lhes medo e desistência de crer em Jesus. Hoje mesmo Ndanfá ligou-me logo cedo, dizendo que, quando se preparava para dar aulas, ouviu os crentes apanhando e foi pedir para deixá-los em paz, mas os agressores partiram para cima dele e o derrubaram, chutando seu rosto e boca. (Isso nunca havia acontecido com os professores).
Orem por esses momentos tão difíceis. Há um mês, dois irmãos brigaram na aldeia de Reno (também kobiana), onde o mais novo matou o irmão mais velho. A população levantou-se para linchar o jovem de 15 anos, mas Ndanfa conseguiu livrá-lo e o levou às autoridades em Cacheu, onde está guardado e sendo acompanhado pastoralmente por Raimundo Jeme.
No próximo sábado o Pr. Julio estará se reunindo com os lideres do povo Kobiana, pois estão querendo expulsar a missão. Orem para tudo seja dirigido dentro da vontade soberana de Deus.

Situação Política de Guiné-Bissau
O governo brasileiro emitiu comunicado repudiando os acontecimentos em Guiné-Bissau, após o presidente João Bernardo Vieira ter sido assassinado hoje por soldados do país. O crime parece ter sido um ato de vingança pela morte, horas antes, do comandante das forças armadas, Batiste Tagme na Waie, rival do presidente, também assassinado pela explosão de uma bomba. "O governo brasileiro manifesta o seu mais forte repúdio a esses atos de violência que atentam contra as instituições da Guiné-Bissau", informou o comunicado brasileiro.
"O Brasil está em estreita comunicação com os demais países da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) para proceder a uma análise conjunta da situação e propiciar o apoio necessário para a normalização do quadro interno na Guiné-Bissau", afirmou o Ministério das Relações Exteriores, a partir de Brasília.
Um comunicado dos militares de Guiné-Bissau divulgado na rádio estatal do país atribuiu o assassinato do presidente a um grupo "isolado" de soldados não identificados, que estaria agora sob a caça das forças armadas. A nota afirma que os militares não planejam um golpe de Estado.
As tensões entre o presidente e o Exército vêm crescendo há meses. Em novembro, a casa de Vieira foi atacada por tiros de metralhadora e por granadas propelidas por foguetes. Em janeiro, uma força especial criada para proteger Vieira depois do ataque contra sua casa foi acusada de tentar assassinar o general Waie e foi dispensada.
A Guiné-Bissau, ex-colônia portuguesa na África Ocidental, é um dos países mais pobres do mundo e está entre os três piores do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da Organização das Nações Unidas (ONU). Seu principal produto de exportação é castanha de caju, mas nos últimos anos o país tornou-se uma popular escala para traficantes de drogas que transportam cocaína da América Latina para a Europa.
Essa madrugada recebemos uma mensagem de celular contando que estava tendo bombardeio na capital. O informante disse que iria junto com família para Gabu (interior) pois a coisa estava ficando feia. Estamos aguardando mais noticias orando para que diante desse fato o país não entre novamente em guerra, e que estejam bem todos os missionários que lá se encontram.

Operação Guiné-Bissau
O dia 28 de fevereiro era o prazo dado aos obreiros com desejo de participar do Projeto em Guiné-Bissau indo, tanto os missionários da APEC que irão lecionar matérias no Instituto de Liderança, como outros obreiros voluntários que irão cooperar nos vários projetos a serem desenvolvidos em diversas cidades do país.
Diante da situação atual, estamos prolongando mais 15 dias para o fechamento das passagens e a devida confirmação, na expectativa que a situação do país não fique conturbada devido aos últimos acontecimentos na área política.
Continuamos pedindo as suas orações e apoio financeiro. Se você não vai com os seus próprios pés, pense que poderá ir com os pés daqueles que você pode ajudar no envio. Continuamos precisando de pessoas que nos apóiem com:
1. Ofertas para a viagem dos obreiros brasileiros.
2. Ofertas para custeio dos candidatos africanos que ficarão durante três meses participando do Instituto de Liderança, em regime de internato;
3. Ofertas para doação de Kits de literatura para as igrejas em todo o país.

Aguardando a sua participação despedimo-nos no amor de Cristo e pela salvação das crianças.

Débora Rangel Celeti Alves
Departamento de Desenvolvimento da APEC
desenvolvimento@apec.com.br

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